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Posts com a Tag ‘pensamentos’

Meus 30 anos!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E de repente chegam os 30 anos. Outro dia eu estava deitada me lembrando de quando eu era criança e ficava imaginando o que eu seria quando crescesse. Jamais imaginaria que seria fotógrafa, muito menos de casamento. Fotografar casamento era aquela coisa chata, brega, coisa de velho. Seria eu escritora? Atriz! Eu queria ser atriz para poder ser tudo em uma pessoa só.

E os 30 chegam… Mudanças de cidade, escolha da profissão, um casamento falido, muitos amigos queridos, passeios, viagens. Em 30 anos eu aprendi a falar, andar! E também a beber, sorrir, transar. Contar mentiras e viver verdades. Desaprendi a me apoiar nos joelhos ou no ombro dos outros. Descobri dançar, fotografar, olhar ao redor, falar pelos cotovelos…

Amei um bocado! Desde cedo, desde sempre. O coleguinha da escola, o menino do curso, o homem sei lá de onde. Escrevia cartas, poesias, olhava para a lua e a cada ciclo era alguém diferente que eu pedia para mim! Até aprender, também, que tem gente que vale à pena querer por mais tempo!

Meus avós se foram, meus pais se separaram, eu me mudei sozinha. Mas antes, ao longo dos anos, tive muito colinho da vovó, conversas e baralho com o vovô; reuniões na varanda com meus pais e natais cintilantes. As coisas mudam! Que bom! Dá tempo para viver cada pedaço de cada fase. Boa ou não. E aí sim, mais uma vez você aprende a não só ficar em pé, mas a também dar passos sozinha.

Hoje não quero ter filhos, hoje não quero casar de verdade. De verdade é pra valer, é dividir a vida e não ter festa e cerimônia. Casar não é isso. Mesmo. Mas pode ser que um dia eu queira. A liberdade cansa, juro! É tanta liberdade que você fica tonta! Liberdade de ir e vir, de viver, de trabalhar, de horários, de sexo, de SER! Eu sou tão livre que não sei bem o que fazer com isso, ou se tem alguma coisa para se fazer quanto a isso. Inclusive a liberdade de não fazer nada e ficar em casa num dia de sol. Ou de não querer beber até cair, ou de qualquer coisa! Óbvio que minha liberdade tem limitação, mas ainda não me dei de cara com ela, talvez porque o que eu
queira está dentro dos meus limites.

Ah, mas a culpa! Ah a culpa corta em picadinho essa liberdade. Quando ela chega eu espero ela ir embora e volto para onde eu estava. Eu fui e vim. Disse e desdisse. Não fazia e fiz! Não queria e sonhei. Um círculo, um ciclo, vários…

Já contei que dei aula de dança do ventre? Anos… e também fiz velas, bijouterias, ponto cruz! Fui professora de fotografia de uma ong, depois da Federal de Pernambuco, também monitora do laboratório de revelação. Mas antes apresentei programa na TV Universitária, bem como escrevi para um site sobre cultura. Ah! Já fiz de tudo! Até dar aula em inglês de português para umas vizinhas chinesas! E eu adoro lembrar disso tudo!

Também adoro me lembrar das minhas paixões! Platônicas, reais, qualquer uma! Era muito engraçado, até quando doia. Na escola, no primeiro ou segundo ano, eu devia ter uns 15 anos… fui estudar num colégio de freira e durante a missa eu só olhava para a estátua de Jesus e agradecia: Meu Deus como é bom isso de se apaixonar! OBRIGADA!!! hahahaha! Era tudo bom! Ainda é! Pô tive decepções absurdas! E daí? Faz parte dos meus 30 anos também! Amor bom e ruim, paixões correspondidas outras não, sexo muito bom, sexo horroroso, sexo com amor, sexo casual, sexo inconsciente, sexo super consciente! ê 30 anos!

Meus 30 anos me trouxe independência financeira, juntando isso a minha liberdade no trabalho e sendo solteira -sem filhos- (talvez o principal) faz com que de uma hora para outra eu decida pegar um ônibus para Juiz de Fora, chegar lá passando mal da viagem, ficar 2hs com sua melhor amiga depois seguir, de ônibus, de novo, para SP só para fazer compras… com ela. E no final ainda ter que rebolar para pagar as contas de casa! Sim! Aos 30 (e muito antes) não tem mais papai e mamãe para pagar aluguel, luz, celular, velox, cartão, comida, bebida…. ui!

Ah! mas os 30 anos!!! Estou achando tudo lindo, exceto pelo fato de, no momento, eu não estar apaixonada por ninguém. Aí sim eu diria que cheguei aos 30 como em tudo na minha vida pequena: trabalhando, me divertindo e apaixonada. Apaixonada babaca, daquelas que você dorme e sorri? Sabe?! Maravilha!!! Ou trabalha e pára pra rir, ou não pára e ri mesmo assim! Eu me apaixono babacamente. O único que escapa é o trampo! O trabalho está numa redoma que ninguém mexe, fora isso, babaca. ADORO! Babaca de um homem só. UM SÓ, até eu não me sentir mais feliz ou achar que não o faço mais feliz, arrumo minha sacolinha, ponho nas costas e… ah meus 30 anos!!!

Não sei ainda me livrar de algumas culpas, não isso ainda não. Não sei ainda lidar com a raiva e a frustração. Ainda tenho mau humor nas manhãs, ainda não acordo cedo, ainda olho o céu antes de dormir. Ainda não tenho paciência. Ainda sou grossa e, algumas vezes, bipolar. Ainda me recolho, ainda me isolo quando não estou bem, ainda me sinto um bicho do mato quando conheço novas pessoas. Eu ainda sorrio feito criança, eu ainda me apaixono como adolescente, eu ainda fico feliz com pequenas surpresas, eu ainda faço birra e me irrito, eu ainda sou preguiçosa, eu ainda choro um dia inteiro por nada, eu ainda ouço música e faço um filme na cabeça… Eu não acredito mais tanto nas pessoas, eu não espero mais tanto das pessoas, eu não sou mais tão ciumenta e possessiva, eu penso, às vezes, antes de falar… alguma coisa tinha que mudar! Eu espero mais do que me desespero. Eu não acho mais que o mundo gire a meu redor, que pena! Eu não preciso mais uma pessoa para me sentir inteira, mas eu posso querer. Eu não sofro mais durante meses quando um relacionamento se acaba! Eu entendo que as coisas não saiam como planejei e não dou mais chilique! Muitas vezes até gosto das surpresas! Eu ainda não sei dividir tudo, mas aprendi um pouco. Eu ainda odeio lavar a louça dos outros. Eu ainda odeio a bagunça dos outros. Eu ainda reclamo dos outros o que não reclamo de mim mesma. Eu ainda tenho esperança de ficar melhor para mim mesma, por isso faço terapia há… 30 anos!

Aos 5 anos fui morar em Brasília, aos 10 no Rio, aos 11 em Brasília, aos 15 anos fui morar em Salvador, aos 17 em Recife… Ah, 30 anos!
Aos 26 anos meus pais se separaram. 30 anos
Aos 26 saí de casa sem saber se teria grana para me bancar. 30 anos
Aos 24 minha vó querida morreu. Aos 11 o meu avô.30 anos.
Aos 28 fui dividir apartamento com um cara que eu nunca tinha visto na vida. Virou meu irmão. 30 anos.
Aos 27 me separei. 30 anos.
Aos 28 me mudei para o Rio, de volta a minha cidade após 18 anos. 30 anos.
Aos 15 eu tive minha primeira paixão de adolescente.
Aos 16 ganhei um prêmio no colégio pela melhor peça de teatro escrita por mim!

Em resumo, nada demais!
Mas TUDO MEU, TUDO MINHA! Minha vida, minha história, meus passos, meus sonhos, minhas conquistas e minhas derrotas. Não escalei montanhas, não pulei de asa-delta, não tive filhos, não viajei com mochila nas costas, não esquiei, não fiz Ménage à trois, não mergulhei com tubarões. Fiz o que era para ser feito dentro da minha vida e das minhas vontades e possibilidades. Nada que ainda não possa ser feito, nada do que eu me arrependa. Ok… talvez uma coisa ou outra eu fizesse diferente, mas TUDO que fiz, FIZ porque era só o que eu podia fazer naquele momento. Isso eu também aprendi no ALTO dos meus 30 aninhos ;)

AH!!! Meus 30 anos! No dia do Valentine´s day, no domingo de Carnaval, no dia que o Salgueiro desfila, tudo isso, 14 de fevereiro! Uhuuu!!!

Era para a boneca sorrir!

Era para a boneca sorrir!

Carol

carol

Araruama, casa da vovó.

Araruama, casa da vovó.

3 anos! carnaval!

3 anos! carnaval!

descobri pq adoro elefantes :D

descobri pq adoro elefantes :D

meus dentes juntaram sem aparelho!

meus dentes juntaram sem aparelho! ufa!

25 anos

25 anos

O Espontâneo

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu devo ser meio louca, só pode. Eu não quero saber nada em mínimos detalhes sobre o casamento. Só preciso saber de eventuais surpresas ou escolas de samba que entrem madrugada adentro. Eu não quero saber se a noiva vai ler um papel, se o pai do noivo vai falar ao lado do padre.

Eu quero surpresa!!! Eu quero chegar na hora e pensar “ai caraca e agora??!” Eu quero o inusitado, o diferente, o que me pega de surpresa e me deixa sem saber o que fazer. Eu quero que meu coração acelere com medo de perder a cena hahahahahah!!! :)

Eu preciso saber se vão cair pétalas no meio da cerimônia ou se balões vão voar após o beijo. Preciso me posicionar sim. Mas não precisa me dizer se no meio da valsa você vai dançar um funk, eu vou rir e achar uma loucura enquanto enquadro tudo e clico freneticamente com um sorrisão atrás da máquina.

Eu não quero casamentos ensaiados! Eu quero daminhas descabeladas, noivos com o paletó sujo de pó de arroz, noivas que choram ou sorriem, cortejos onde os padrinhos nem sempre sabem para onde vão. Eu quero casamento de verdade! Eu quero emoções de verdade!

A daminha descabelada é o punctum da foto

A daminha descabelada é o punctum da foto

Eu não brinco mais de Barbie, eu fotografo Noivas de Verdade! A  Barbie noiva era linda! Mas a minha noiva arranca o sapato, se descabela, bebe, samba e dá beijos apaixonados no noivo. O casal CELEBRA!

O Rafael não sabia que ia voar nesse momento!

O Rafael não sabia que ia voar nesse momento!

Eu quero saber se tem alguma foto que a noiva prefere sim!, mas eu não imito foto, nem mesmo as minhas, pelo simples fato de que eu NÃO sei fazer isso. Não consigo. Vou tentar, mas não vai ser igual. Igual, só as fotos que vem nas caixas de brinquedo. Ou vou fazer uma cópia, entenda!

Eu quero noiva louca, feliz pra cacete, noivo apaixonado, casal que quer casar para ficar junto para sempre e não que quer ficar junto porque já está junto parece que para sempre.

Ele não ensaiou ou não me avisou que ia se ajoelhar na hora H!

Ele não ensaiou ou não me avisou que ia se ajoelhar na hora H!

Cena LINDA na chegada ao altar. REAL!

Cena LINDA na chegada ao altar. REAL!

Eu quero fotografar casamentos que a dama não entra e ninguém força ela a entrar. Eu sou do lado das crianças, sempre! Mas daminha berrando não dá! Tira logo e vamos embora! É o imprevisível!

É um vestido que engancha, uma lapela que some, o fechecler que solta… alguém vai me avisar que isso vai acontecer?? Eu pergunto no making of se os pais se falam, são casados ou não, apenas para não falar “ahh! foto junto vai! Que lindo!” e os pais querendo se matar, só por isso. Eu vou perguntando…. e a noiva vai pedindo, pedindo, isso é natural! Vai acontecendo!

esqueceram de me avisar que cairia um raio no casamento da Marise

Esqueceram de me avisar que choveria horrores e iria cair um raio no casamento da Marise

Me peçam fotos sempre, mas não se preocupe em me dar roteiro porque a vida não tem roteiro. Só quero o básico (onde, quando, que horas, etc) o resto é criação!


O casamento é MEU e ninguém mexe!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Cada dia que passa eu tenho mais certeza que metade das mães das noivas não tiveram o casamento dos seus sonhos e quer se realizar no das filhas! Aí as noivas de hoje acabam não tendo o casamento que querem e quando tiverem suas filhas vão se meter no vestido, na música, nos padrinhos e na decoração, e, se bobear, no noivo também! :P E vira uma bola de neve e acaba que muita gente tem o casamento do sonho…. dos pais!

A desculpa de que “quem tá pagando são eles” não cola pra mim. Pai-mãe paga, quando é o caso, porque quer fazer isso pela e para a filha! Se quem paga é quem manda, melhor não pagar nada. É um presente dos pais e presente a gente dá, não cobra em troca. Onde já se viu sogra querer que a nora se case com o vestido X? Eu já vi! Onde já se viu a mãe dizer que músicas vai tocar no casamento? Eu já vi! Fala sério!!!! Já não casou? Já não teve sua história? Deixa a filha ter a sua!

Hippie, chique, alternativa, clássica, seja como for, que seja a cara do casal! Que o noivo não queira escolher as flores nem opinar nas cores eu até entendo, mas tem coisas que tem que combinar com os dois: as músicas, o horário da cerimônia, o “tema” da festa. Imagina um noivo sambista que só tem música sertanja e funk no casamento? Ou vice-versa! :)

Zeza apostou no vermelho e foi!

Zeza apostou no vermelho e foi!

Ouvir opiniões é bem importante, tem noiva que viaja mesmo, acha que é novela, que nada vai sair dos eixos, então é legal ouvir mãe, ouvir cerimonialista, fotógrafo, amigas, mas a palavra FINAL…. é da noiva! FIM! Pra mim é regra!

E padrinhos? Tem casal que tem 57 padrinhos (sim, eu exagero) sendo metade o pai quem mandou. ($%#@(palavrão)) O tio-do primo-do avô é seu padrinho de casamento que não tem nada a ver com você mas seu pai falou: “minha filha não posso deixar de chamar fulano de tal para seu padrinho!” Que isso! chama para ser padrinho dele, no casamento dele! Ave Maria!

Catarina e seu véu esvoaçante lindo!

Catarina e seu véu esvoaçante lindo!

hahhahah :D eu tô até rindo dos exageros, mas acontece! acontece com música, acontece com o véu da noiva, acontece com os convidados, acontece com o lugar da cerimônia.

Eu já vi (ó a fofoca):

- Casar em Igreja porque a família é muito religiosa. O noivo não sabe nem a Ave Maria direito.

- Casar com o véu da sogra senão ela morria, afinal ela só teve filho homem. (e você com isso?)

- Casar de véu porque a mãe não deixou casar sem véu. (por quê mesmo?)

- Ter orquestra na festa de casamento para os mais velhos dançarem. (hã??)

- Ter como padrinho pessoas que não tinham a menor intimidade porque o pai quis. (hã?? hã??)

- Tocar músicas dos anos 60 e 70 só para os mais velhos dançarem.

E por aí vai! E vai MUITO!!!!

Tem coisas que você pode abrir mão sim! E é muitas vezes legal! Tem outras que não. E fica a dica: Para você não se meter (no mau sentido) no casamento da sua futura filha, case como VOCÊ quer, dentro das suas possibilidades, dentro do seu bolso, etc etc…

Sem véu, nem brincos nem grinalda.

Sem véu, nem brincos nem grinalda. Linda!

Presente se dá, claro, deixa aos pais pagarem! Quem dá não pede nada em troca. Adoro presentes, obrigada um beijo e me liga! Só! :)

O que eu defendo é um casamento com a cara de quem casa, só isso :)

Ser fotógrafa de Casamento é…

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Eu me lembro uma vez quando eu tinha uns 19-20 anos que eu estava num carro e vi uma noiva dentro de outro carro. Eu nunca tinha visto uma noiva de perto! A não ser quando eu era criança e dois primos se casaram. E aí eu comecei a gritar no carro: “UMA NOIVA!! UMA NOIVA!!! CHEGA PERTO!!!” Louca, óbvio. Levei um esporro: “Fala baixo, tá maluca!” E me encolhi no carro, quieta com os olhos de Mantena (lembra da SHE-HA??)  pulando pela janela do carro.

Tempão depois, eu já fotografava, já tinha sido monitora e professora de fotojornalismo e introdução a fotografia lá na Federal quando minha amiga Duda me chamou para fazer o casamento da irmã dela. Eu recusei, lógico! Tamanha responsabilidade! Mas ia ter outro fotógrafo… e vai e por favor e eu adoro suas fotos…. e eu fui! E isso tem anos e nunca mais parei.

Duda babando a irmã!

Duda babando a irmã!

Mariana na A. Boa Viagem

Mariana na A. Boa Viagem

E foi assim que eu vi uma noiva LINDA bem de perto! E descobri que ser fotógrafa de casamento é viver em sonhos, é trabalhar em momentos de alegria, de realização, de emoção! Eu fotografo gente feliz, bonita, arrumada, transbordante!!

Mas eu não tenho sábados ou sextas. E quem dá plantão também não tem. Eu, em todos os finais de semana, vou a uma festa! Ouço as melhores músicas (ok, nem sempre!) e estou sempre sabendo das tendências. Mas não danço e nem bebo nessas festas. (Ok, danço, mas só um pouco, não conta).

Uma vez, iniciando minhas férias após uns 20 casamentos seguidos, estafada, estressada, enlouquecida, vi um lençol penduradao num varal e jurei que era um vesido de noiva! Merecidas férias….

Eu conto o ano em finais de semana. Eu sei onde estarei no terceiro sábado de julho de 2010, por exemplo. Eu conto casamento para descansar: faltam 4 casamentos para ir sambar na Lapa. Eu sei histórias de família! Eu sei segredos de noivas! Eu sei o que elas vestem por baixo do vestido! Eu sei a história do casal! É uma delícia!!! Eu pergunto mesmo, quero saber, me conta! Se conheceram como? Quanto tempo? Moram juntos já? Me conta!! Adoro! Eu tenho material para livros em volumes, mas acabo me esquecendo com o tempo.

Com véu ou sem véu? Buquê cascata ou bolinha? sapato, mule ou sandália? Branca? grinalda? Alianças! ADORO!

Casar de dia, final da tarde. À noite. Luz do sol, da sombra, do poste, da lua! LUZ! Igreja, gramado, Sinagoga, nem um nem outro.

Flor, tule e brilhos, perfume, meia, calcinha, branco, bege, vermelho.

Olha a hora! A noiva está pronta, a madrinha não, atrasa! A noiva está pronta, a mãe do noivo não chegou. Atrasa! A noiva está pronta a melhor amiga não chegou, Espera! A noiva está pronta, um protesto fechou a rua…. sacanagem!

Essa é a rotina dos sábados, ou das sextas, ou das sextas e sábados e domingos. É a melhor. Durante a semana é beeem menos glamurosa, bem mais cansativa e chata :)

Quando você estiver num samba às sextas  OU bebendo no muro do Bar Urca aos sábados OU em algum lugar incrível aos finais de semana, saiba: ESTOU TRABALHANDO, ME DIVERTINDO, cansada sim!! Mas bem feliz! E quando a folga vier, algum sábado perdido, avulso, me chamem! Eu vou! Mas se, no meio do caminho, houver uma Igreja e uma noiva estiver entrando, pára! Pára TUDO porque eu quero VER o vestido dela!!!!! :)

Eu.

Eu.

Pensamento da semana

terça-feira, 5 de maio de 2009

Eu assisti a peça “Não Tenha Medo da Rotina” com a Elisa Lucinda. Indico a toodoos!! Fica no Teatro Sesi, no Centro do Rio. O texto traz muitas reflexõs e tem uma frase que me marcou: “às vezes o pai morre, a mãe morre e continuamos de castigo”. Libertar a nós mesmos do que nos aprisiona é bem difícil, e é tudo o que eu quero!

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Ontem conversando com um amigo sobre ser feliz e ser triste a questão era: vale à pena ir aos extremos? a minha resposta é: VALE! O grande aprendizado da vida é saber abrir mão do que se ama, do que se quer muito! Abrir mão e deixar pra lá uma coisa que você nem estava tão feliz, é fácil demais!! Quero ver levar porrada e levantar a cabeça. Esse é o meu aprendizado: ser feliz no extremo, dar pulos de euforia e conseguir frear a descida sem me estabacar lá embaixo.