Archive for the ‘Pessoal’ Category

Postado em junho 25th, 2010

Meu carro rebocado!

Estou eu andando lépida e faceira indo para a academia, o que é algo raro, andar lépida e faceira indo para a academia, quando começo a diminuir o ritmo dos passos… diminuindo, diminuindo… olho para um lado, olho para o outro, dou uma volta em torno de mim mesma, olho pra trás e… NADA! Cadê meu carro que estava estacionado aqui?? Meio sem acreditar continuo andando ao meu destino pensando: opção A eu bebi todas e não me lembro onde parei o carro. Opção B meu carro foi rebocado. Assim mesmo, múltipla escolha na minha cabeça.

A primeira hipótese estava descartada, eu quando bebo volto de táxi. Opção B era a mais provável. Roubado era praticamente impossível! Ninguém em sã consciência de ladrão roubaria um carro 1.0 de duas portas. (pausa para a imaginação) “Vai mermão acelera o carro!!” “Não dáaa, é 1.0 não sobe a ladeira!!” ou “Levanta o banco assim que eu anunciar o assalto para eu sair do carro!!” Não, definitivamente não! Não tinham roubado meu carro! Cadê o carro??
Na esteira correndo-andando eu ainda calma, conversava com o professor sobre a minha idéia de que tinham rebocado o carro. – Mas você está muito calma pra quem não encontrou o carro! – Ué vou fazer o quê? Rebocou, rebocou! Vou lá buscar, ué!
RÁ! Nesse momento, exatamente nesse segundo devia ter aparecido uma tela na minha frente para eu ter a noção do que eu estava falando… ou seja noção zero do que estaria por vir. Cheguei em casa, fui no Google, fui, fui, fui, ok estava lá meu carro! “chegando” em algum pátio que eu ainda não sabia qual era. Tadinho!!
Pois hoje de manhã começou minha saga! Telefonei, perguntei tudo, tirei Xerox 3 vezes de cada documento. Saí com uma pasta debaixo do braço que só faltava ter o comprovante da última votação. Eu estava super decidia a não me estressar! Opa! Super decidida a ser boazinha, fazer cara de gato de botas e sair dirigindo meu fofo 1.0 que ninguém ia roubar. Lá fui eu para a rua dos Andrades no centro da cidade. Sim, preciso dizer que conheço o centro da cidade igual carioca conhece o centro do Recife onde morei por 12 anos.

Desci do metrô fui atrás dessa rua que faz curvas e corta a Presidente Vargas. Hummmm…. Parei no Detran, me mandaram para a porta 7. Uma fila giga, entrei. Logo acima dos atendentes tem um papel que dizia: “Agredir os funcionários ou faltar com o respeito dá 2 anos de prisão blá blá blá” e eu já queria gargalhar daí, super triste que eu não ia ver ninguém pular no balcão e puxar o cara pela gravata – Você já foi na R. dos Andrades? – Não, me perdi, vim perguntar. Onde é? – Atravessa a Presidente Vargas, do outro lado perto do Bobs. -Hummmmmm… No caminho várias carrocinhas vendendo chopp que me diziam: vem cá, vem cá!!
Ok. Fui pro Andrades. Fila. Enquanto aguardava pacientemente minha vez, uma mulher de uns 20 e tantos anos berrou para a mulher: O QUÊ? O Q U Ê? Meu carro não está no sistema? Como não está?! Tá vendo!! Eu quis ir dentro do carro, em cima do reboque, não me deixaram! Meu DEUS! Cadê meu carro??!! – Pegou o celular: Olha fulaninho, aqui só tem IDIOTAS! Eu devia ter ido dentro do carro! – E chegou minha vez. Peguei um papel e “volta para o Detran do outro lado, na R. Presidente Vargas” . Anda anda anda. Caraca e seu eu tivesse problemas de locomoção? Dane-se você!
Entrei no Detran porta 7. – Você tem multa no seu carro? – Não sei (agora é A hora do Gato de Botas!) e ele olhou na internet pra mim e só para mim. Nada Consta! FILA! Número 688. Está em qual? 638. Sistema fora do ar. AH! Mas nada ia abalar minha paz! Sentei, botei o fone de ouvido e…. Opa! Que isso? Pessoas se revoltando com a demora. Uns têm que trabalhar, outros estão em pânico porque não sabem onde está o carro… O povo dizendo que no pátio roubam step, roubam tudo dentro do carro. Chegou minha vez! – Senhora, me dá os documentos. – Depois daqui faço o quê? – Senhora ou eu converso ou faço seu “blablabla”. – Hummm… justo! – enquanto ao meu lado uma menina novinha chorou alto porque não tinha uma certa Xerox após horas de fila. Acabou, espero MAIS um pouco porque na mesma sala alguém vai me chamar pelo nome (uau!) e vai me dar outro papel para eu novamente voltar para o prédio da R. dos Andrades. Peguei! Fui até lá vendo vários chopps pelo caminho…

Chegando lá uma mulher se estrebuchava! Chorando e berrando que precisaaaaava do carro, muito! “pelo amor de Deus alguma coisa!” NADA. Foi embora gritando que tinha vergonha de ser brasileira. Peguei minha outra senha e foi para a outra fila. As pessoas em volta tinham já alguém no banco guardando lugar na fila para pagar a guia! Afinal o banco, a essa hora, já tinha fechado. Minha vez! – A senhora vai tirar o carro hoje do depósito? – Não, não dá tempo de pagar e ir para o Recreio até 18hs. – Entããããão só quando você for retirar o carro que volta aqui! – O depósito abre amanhã, sexta? – Não! Jogo do Brasil! – Quanto tempo dura a partida de futebol na Copa? – Senhora, não abre amanhã. – OK! E sorri.
Desci o prédio, parei na primeira carrocinha e pedi um chopp.

Postado em maio 27th, 2010

Despedindo de um amigo

Baruca
Baruca

Como é difícil me despedir de um amigo. Está doendo agora aqui no peito… Eu só consigo, no momento, me lembrar das coisas boas. Que bom isso! Da sua gargalhada alta, do gesto de colocar a mão na cabeça para dizer uma frase que para você “é óbvia!” Do olho de cachorro, do olho embriagado.

E bem mais difícil do que brigar. É bem mais difícil do que sorrir. É bem mais difícil do que aceitar. Despedir.

Eu me lembro das havaianas coloridas que vieram numa caixa de presente com um bilhete “obrigado por colorir a minha vida”. Eu me lembro de fazer quiche e você se esforçar para comer quando nem eu mesma consegui. Me lembro das garrafas de vinho derrubadas, vodkas, madrugadas. Muitas conversas na rede, no colchão da sala. Pensamentos sobre a existência, sobre os medos, as inseguranças… e como eu chorei hahahaha! Sóbria, bêbada, feliz! E como vivenciamos as insônias, os domingos, as segundas.

Você viu meu mau humor, minha tristeza, minha falta de paciência. Você me viu gargalhar, contar piadas, contar causos, dançar na sala, dançar e nem me lembrar. Você viu meus fantasmas, meu medo, minhas companhias invisíveis ou não. Conheceu minhas amigas.

Me viu trabalhando, dormindo, vomitando, de pé quebrado, cansada, disposta. Contei segredos, apontei amores. Nem sempre fácil porque o que eu ouvia daí muitas vezes doía mais do que o que eu já sentia heheheheh, mas eu insisti!

Eu não comprei elefantes nem ganhei vestidos. Eu aluguei um apartamento e ganhei um amigo. Um amigo que me fez confidente, que me fez companheira, que me fez amiga. Que vinha conversar, que ousava me ouvir mesmo tendo opiniões em muitas vezes distintas. E às vezes até concordava, rapaz!

Eu falei pra caralho. Falei mesmo. E ouvi pra caralho, ouvi mesmo. Lembrei agora do show do Alceu Valença. Você sabe dançar? Nem eu! Dança aqui rapidinho e vamos beber!! E vamos beber. E vamos beber. E vamos falar e vamos beber. Até que eu consegui uma foto sua sorrindo no Baruca; Baruca… eu me lembro do dia com preguiça de dizer BAR URCA falei: bora pro Baruca?? E ficou. Lembro também de “vamos arrumar um passeio que não tenha cerveja e nem calor”. E de sair da Lapa quando o bar estava sendo varrido. Quanto assunto!

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto… a convivência acaba com casamentos, o que fará com a amizade… o que fará com a amizade…. Um dia acordei falando grego e ouvindo alemão. Um dia ouvi russo e respondi em chinês. Um dia gritei árabe e ouvi um berro em uma língua que não entendi.

Um dia não falávamos mais.
E as garrafas secaram. As insônias foram sós. Os assuntos morreram no ar. Os assuntos, aliás, nem mais existiam. Tenho certeza que em 5 minutos de conversa português com português nos reconheceríamos imediatamente. Mas receio não seja mais possível. Não agora.
Sinto saudades e aceito. Sinto tristeza e aceito. Sinto saudades.
Saldo geral: positivo.
Obrigada irmão, amo você.
Desculpa irmão, eu sou assim e assado.
Eu aceito minhas limitações, as suas e aceito nossa despedida.
Obrigada com a alma!

18 de maio de 2010

sandalia

Postado em maio 25th, 2010

Mais prêmios!!! :)

Hoje acordei assustada vendo uma ligação perdida no celular vinda da Fabrícia (Soares, claro). Liguei de volta, era cedão, estranhei. E ela me deu a notícia que eu tinha ganho o PRIMEIRO lugar no concurso internacional do ISPWP !!! Com a voz rouca de sono e o pensamento embaralhado ainda fiquei sem entender nada!! e a ficha foi caindo aos pouquinhos… :) Adorei amiga! Obrigada pela boa notícia do dia!!! clica para ver as fotos grandes.

1-lugar

Sim, só porque eu sou implicante e preciso dizer que eu NÃO manipulei a foto e nem usei NADA a não ser white balance na foto, contrariando os juizes :D

e depois soube que OUTRA foto tinha ganho o 4 lugar na categoria movimento!

2-lugar

E depois, no twitter, soube ainda que NO GERALZÃO fiquei em Décimo Terceiro com a foto da festa! UAUUU!!!! Pra quem achou as duas fotos parecidas, sim, foi no mesmo casório, na Confeitaria Colombo, aqui no Rio, e a noiva MEGA PREMIADA é a Irene :)

É isso! E Fernanda (Petelinkar), você, viu? Você foi a responsável ;) beijo!

Feliz da viiida!!!! :) :)

Postado em maio 21st, 2010

Copacabana – mudanças

Essa “crônica” eu escrevi para mim mesma em 3 de novembro de 2008. Como vou me mudar novamente, tive a necessidade de relê-la. Foi editada porque no meio tinham conteúdos não importantes por agora. Quase uma apologia a Copacabana :D segue:

Estou morando no Rio. Em Copacabana. Viver aqui é querer aproveitar os raios de sol mais do que em qualquer outro lugar onde se trabalhe. Andar por Copacabana é se esbarrar em pessoas o tempo todo. É ter 24h um supermercado aos seus pés. É desviar do mendigo que dorme na sua porta para entrar ou sair de casa, é atravessar a rua correndo, odiar as pessoas que distribuem papeizinhos de propaganda de tudo: de dentistas a sexshop. Na rua, vendem-se bolsas, sapatos, relógios, bugigangas, óculos de sol. Buzinas, ônibus, metrô. A rua amarela de táxis. Passos pelo chão. Pés, pernas, rodas, sobre pedrinhas portuguesas, calçadas largas e cheias de vida. Vitrines, luzes, cheiros, músicas. São tantas informações sobre onde ir e o que fazer que o melhor é sentar num boteco e beber. Informação sobre show, teatro, briga, tiroteio, protesto, trânsito, celebridades.

Respiro fundo o ar poluído e ele faz bem aos meus pulmões. O frio e o calor, a chuva ou o vento, são daqui. São meus, porque eu que escolhi, eu que quis, eu que pari, eu que acreditei, eu que fui atrás, eu que estou feliz no meio desse caos. O meu caos! Os caminhos são outros, os sinais de trânsitos, as prateleiras no supermercado, a distância entre o dedo do meu pé e o armário do banheiro, entre a mão e o interruptor, o tempo do elevador, o tempo do sol na janela.

Tudo novo. Novo que não tenho medo que fique velho. Sinto-me mais nova, mais leve, mais poesia. Como em toda fotografia, tudo sempre pode ficar um pouco melhor. E já está ficando. E depois um pouco “mais” melhor e assim por diante. Sempre. Eu sou inconstante, inquieta. Sou. Mas com o que “já é bom”, minha inquietude é que continue bom e melhore sempre.

Eu não quero o novo pelo novo e nem trocar por trocar. Eu não quero mais, eu não quero muito, eu não quero vários. Eu não gosto de números, eu gosto de cores. Eu quero melhor. Eu quero muito bom. Eu quero rir. Eu quero momentos, lembranças. Fotografias. Ah… andar em Copacabana te faz acreditar que tudo é possível!

Postado em maio 9th, 2010

Volta porque te amamos!

Quando eu vi no meu Iphone, ai que chique, que o “Viajo Porque Preciso…” tinha entrado em cartaz decidi que iria vê-lo imediatamente. Primeiro sábado sem trabalhar depois de uma maratona, lá estava eu com minha mãe, ingressos na mão, no Unibanco Artplex, prontíssima pra sessão.
Eu já achava que ela ia reclamar, mas fui aos poucos dizendo: “mãe, abre seu coração”…. E o filme começou. Primeiro, o sotaque. Sotaque amigo, sotaque que meus ouvidos prontamente reconheceram como “faz parte da minha história”. E vieram, então, as imagens do sertão, a música, os personagens curtidos do interior. E me lembrei de certa época que senti saudades de Lívia porque ela viajava pelo sertão em busca de imagens. Seriam aquelas?
O filme fala de solidão, fala de pensamentos altos que não nos deixa pensar em outra coisa. O filme é um pedaço de cada um.
Imagens paradas, às vezes com música ao fundo, na verdade, não paradas. Um único enquadramento onde a vida se passava por ali.
Fotografias dançantes.
Uma crônica visual sobre “um pé na bunda”.
Viajo porque preciso, NÃO volto porque te amo.
E meu coração se encheu de orgulho quando o nome LÍVIA apareceu nos créditos! Meus olhos leram Livíssima, Lili, lívia. Praticamente era assim o crédito: a amiga da Mari e da Carol. :D
Deu vontade de bater palma!
Lívia, volta porque te amamos!

um beijo!
Carol