Archive for the ‘Crônicas’ Category

Postado em dezembro 1st, 2011

Agradecer nunca é muito

Vamos lá! Pra falar de alegrias Amelie Poulain tocando na caixinha de som!

Eu estou cheia de alegria, transbordando pelos olhos que piscam e sorriem. E falar de alegrias não é balela porque do mesmo jeito que eu escrevo sobre tristezas, que eu falo sobre saudade, sobre amores não correspondidos, etc, eu preciso, então, falar sobre ALEGRIA :) Que é MUITO mais legal, né?

Essa semana eu tive insônias de alegria! Ai que delícia insônias de alegria! Até porque eu já passei noites em claro com dores na alma, então não dormir porque o coração está dançando, eu adorei!! E adormeci sorrindo… :) E pra mim sempre acontece de pensar nas pessoas queridas quando estou feliz! Eu quero compartilhar, eu quero abraçar, porque eu transbordo e quero dar essa alegria pra todo mundo! Então de madrugada mandei e-mail para as pessoas que eu quis e dormi lembrando da importãncia de cada uma na minha vida!

A Ju, minha amiga de infância, estava aqui em casa ontem à noite quando, sem querer, eu vi que tinha saído a notícia oficial do Wedding Brasil e que eu estava lá entre os palestrantes desse congresso tão importante de fotografia de Casamento. Claro que a gente já sabia que estaria lá, mas ver o nome, o rosto, o trabalho, o site lindo… deu uma tremedeira, uma alegria sem fim! E eu só dizia meu Deus eu quero pular! hahahahha!! E a Ju: pula aí, ué! hahahah e eu saltitei pelo quarto enquanto Charlote, a salsicha, me olhava assustada!

Saltitem! Ficar feliz com as alegrias é tão importante quanto chorar nas tristezas. Tudo faz parte da formação do meu ser. Todas as pessoas importantes, as noivas que me contrataram, tudo e todos fazem parte do resultado do meu trabalho como fotógrafa.

A minha fotografia SOU EU. :)

Logo que se abre os site do Wedding Brasil já fiquei feliz com minha foto lá! Foto essa da fotógrafa que mais admiro, a Rafaela Azevedo.

Mas eu disse que eu tive insônias de felicidade, foram vários dias!  :) Porque eu ganhei mais um prêmio no ISPWP, aquele site internacional de fotógrafos de casamentos o qual eu faço parte. A foto ficou em quarto lugar, essa foto aí abaixo. E o que me deixou maaaiiiss feliz em ganhar com ESSA foto é que eu já tinha inscrito ela outra vez e nem classificada ficou! Mas pô eu ADORO essa foto eu acho ela LINDA, fala sério, vou inscrever de novo hahahahhaha! Deu certo :D e na hora que eu inscrevi de novo eu ainda pensei: só eu pra colocar a mesma foto 2x, mas eu acredito tanto nela, vai ela mesmo! E FOI :D Os jurados mudam, então tá!

Agora falando sério :D

Eu tive um insight ontem, quero contar aqui pra ficar registrado. Gente eu tô rindo porque é uma bobagem, mas vejam…

Eu tenho várias plantas em casa. Como montei a árvore de Natal, tive que reorganizar os vasinhos em outro lugar que também batesse sol. Lá fui eu com uma caixa de plantas colocá-las junto às outras.

- Nossa, haja SOL pra tanta planta – olhei em volta. Um trevo de 4 folhas colorido na parede, duas árvores da felicidade, bonsai, orquídeas, bambu japonês e comigo-ninguém-pode.

- Mas, observando, o SOL que vai chegar pela janela é o MESMO pra todas. – olhei para uma árvore e pensei… você não vai receber menos sol porque eu trouxe outras plantas para cá.

O SOL é O MESMO. A ABUNDÂNCIA é INFINITA. Só não posso colocar o vaso na sombra perto da parede, mas se ficar no cantinho perto das outras, vai ter SOL, vai ter LUZ. Todas vão receber igualmente.

Se elas vão crescer mais ou menos aí já não entendo de botânica. Mas estão lá, todas juntas, crescendo e fazendo a fotossíntese no MESMO SUPER SOL. IGUAL para todas :)

eu gostei disso! :)

Um beijo.

E fiquem no SOL.

Carol :)

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Postado em novembro 17th, 2011

Crônica de dentro do avião

Agora há pouco o aeromoço perguntou se tinha algum médico a bordo, com o CRM, pra socorrer o passageiro do “14 fox”. Lá de trás levantou um cara novo, pegou o estetoscópio e foi ajudar a pessoa que, infelizmente, não vi quem era nem o que teve. Eu gosto de uma fofoca ainda mais no tédio do avião…

Isso me fez lembrar as inúmeras vezes que quando alguém dizia: algum medico presente? A gente gritava: Vai lá, paiêê!!

E nosso super herói abria a capa e ia lá salvar senhoras passando mal na igreja, crianças afogadas no clube, primeiros socorros em acidentes… Eu me enchia e encho de orgulho! Se ele estivesse aqui no avião eu já teria aberto meu sorriso esperando ele voltar pra me dizer o que que aconteceu! Ele também adora uma história pra contar!!!!

Meu pai não ficou rico sendo herói. Ele salvava acidentados, ensanguentados, esfaqueados, atropelados… Nos hospitais públicos do Brasil. Muito orgulho!! Ele acerta diagnostico de longe, quando estou doente manda dormir e beber água, não liga pra nossa gripe mas fica manhoso e irritado quando esta doente…

- Pai, to com dor na coluna, tomei remédio e tudo… Mas vai ter um samba… Vc acha que dá pra ir? – pergunto tendo a CERTEZA da resposta dele!

- CLARO! Vai lá sambar que vc fica boa, quem me dera ir junto!

Meu pai é e sempre vai ser meu herói. Clássico, né?

- Corre pai, vai lá que o passageiro do “14 fox” ainda está “estrebuchando”! como diria o você… Aproveita e me diz o que ele tem que eu já tô mais do que curiosa! :D

16/11/2011 dentro do avião da Gol.

Aliás, esse negócio de socorrer alguém no avião é uma loucura! Não tem NADA pro médico utilizar no paciente, remédio, nada!! Depois o passageiro-paciente morre, vão processar o médico que caiu ali de para-quedas! COMPLICADO isso!

Postado em outubro 3rd, 2011

O bem vence o mal, espanta o temporal…

Hoje eu acordei com uma sensação igual quando eu tinha quando era criança após a noite de Natal: vários presentes espalhados pela casa. Hoje eu acordei com a certeza de que eu tinha ganho vários presentes para meu coração desde sexta-feira.

Fui trabalhar no Nordeste e já na estrada Natal-Mossoró o sertão se desvendava aos poucos, cactos, chão árido, céu de filme. Pouquíssimas árvores tortas, o cheiro do sertão, a seca. A viagem bem cansativa com mais de 3h de estrada lisa feito um tapete, reta, completamente reta sem uma curva que seja. Chão. Cactus. Chão. Reto Reto Reto. Parada para comer queijo de coalho e queijo manteiga feitos ali mesmo. E mais estrada e o sol se pondo, bilhões de estrelas aparecendo e uma lua crescente. A vegetação ia passando rapidamente pelo vidro da caminhonete do senhor que me esperou no aeroporto com a placa “Carol Pires”. Sou eu.

Foi nessa estrada que papai sofreu um acidente de moto há mais de 70 dias e estava até hoje sem poder pisar no chão. Mas vai voltar em breve. É muito chão. Os pensamentos de fato se misturavam, a alegria de estar ali e a imaginação de onde teria tudo acontecido. Até que chegamos na cidade e na porta do hotel estava ela, a noiva que tinha me contratado para fotografar o casamento dela sem nunca termos nos visto. Carla era alta com cabelos curtinhos e castanhos, olhos acesos e um sorriso de dentes perfeitos. Nos abraçamos como se já nos conhecêssemos há anos e apareceu Marcos, o noivo sertanejo, que me estalou um beijo na bochecha e os dois me fizeram sentir em casa, acolhida, querida.

E o que mais se faz no interior do Nordeste é tomar cachaça e foi aí, ele na Seleta e eu no velho e bom chopp gelado, que os presentes começaram a cair. E cada vez mais eu admiro as pessoas que tem amor no coração e brilho nos olhos!  Cada vez mais eu admiro quem olha pra frente e percebe que é chegada a hora da prova, quando a vida chega e fala: “E agora? Agora é que eu quero ver!!” Cada vez mais eu admiro pessoas que são desapegadas de coisas mas não de pessoas. Cada vez mais meus olhos brilham quando eu vejo gente que ultrapassa, que caminha, que fala bem tranquilamente sobre uma prova de fogo. Eu olho e quero ser igual e sorrio com isso! Já na mesa do boteco, antes do chopp, eu chorava com as histórias escutadas do meu mais novo amigo Marcos.

E eu admiro meu pai que soube hoje que vai poder voltar a caminhar. Reaprender, passinho por passinho, um atrás do outro que nem criança… como isso é representativo! E ele não esmoreceu, e sempre acreditou que tudo ia ficar bem. E  ficou! Acidentes são acidentes, eles acontecem a todo momento e sem avisar, por isso se chamam “acidentes”. Mas  em nenhum momento chamamos de azar. Até porque não foi! E, antes de qualquer coisa, ele está VIVO e com MUITA saúde! Desde o primeiro momento era esse o pensmento: Foi MUITO bem atendido no Hospital Público de Mossoró, foi ali que salvaram a vida dele! Serei eternamente grata a essa cidade! Depois tudo que se seguiu, deslocamento Mossoró-Natal-Recife, outra cirurgia… e tudo era uma sequência de procedimentos bem sucedidos, com excelentes médicos em Recife e com uma recuperação absurda e sem nenhum, nenhum, problema. Isso, pessoal, é sorte! É vida! É o que me leva a acreditar nas pessoas, nas superações! A cada dia uma reconquista de um novo território: o quadrado da próxima lajota do chão. E hoje, após 72 dias, quando eu volto de Mossoró, ele recebe a notícia do médico que agora sim, pode pisar no chão e dançar frevo no carnaval! É muita emoção!!

Eu admiro pessoas que contam episódios chatos, sorrindo. Eu admiro quem dá, quem faz o outro sorrir, quem tem tristezas sim, mas tem mais alegrias ainda! Eu admiro pessoas que iluminam e que te fazem sentir especial!

Eu admiro a Carla e o Marcos que depois de ex casamentos extremamente  doloridos e falidos ficaram com pavor a se casarem de novo. Mas se casaram. “Porque eu preciso mostrar para minhas filhas que eu acredito no amor” ele disse em público durante a festa. Na véspera do casamento os dois me confessaram: estamos morrendo de medo, apavorados! A gente namora há 8 anos, mas cada um na sua casa! E o que EU, que tenho SIM PÂNICO de me casar novamente, digo para um casal desses nessas horas?? :P

- Carla, querida, eu também tenho pavor de me casar novamente, mas eu não posso dizer isso pra você, né? – isso a gente já rindo – mas eu não tenho pavor do AMOR e nem da CUMPLICIDADE e mais pavor do que se casar, eu tenho de NÃO TENTAR, isso é que não pode. Casa lá que eu vou estar te incentivando, eu seguro até sua mão, depois você me conta ;)

- Carolzinha, o segredo é casar com alguém que tenha medo também, aí está resolvido!

Então tá, eu anotei no meu caderninho “Como não ter medo do que se tem medo”. E eles se casaram e a gente morreu de chorar. Quando ela LINDAMENTE adentrou de mãos dadas com a mãe – ela estava muito muito muito bonita e iluminada e meu Deus, Carla BRILHAVA -  e olhou Marcos lá na frente, caiu em prantos, alto! Eu senti aqui e chorei junto. E ele chorou e as pessoas batiam palmas e fungavam e choravam e  riam. Gente eles superaram o medo, o trauma, a decepção e foram! E se encontraram e disseram sim sob o pôr-do-sol, as estrelinhas e a lua crescente. É pra crescer mais mesmo! MUITO MAIS!Foi lindo ele dizendo “Eu te recebo Carla e D. Anita” (é Nita ou Anita?) – a mãe dela, ao que ela respondeu “Eu recebo você, Marcos, e… – citou o nome das 3 filhas dele, mais os nomes dos pais” Isso já começou bem! Isso já começou família e AMOR!

Eu bem entendo e bem compartilho desse choro de medo misturado com amor misturado com alegria misturado com É ISSO, AMOR.

EU ADMIRO PESSOAS que olham a estrada e vêem flores e não espinhos.

Um beijo com o coração em festa!

Carol :)

ps: as fotos do casório vem depois.

ps2: esse título era uma musiquinha do He-Mam, desenho que eu adorava!!

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Postado em junho 8th, 2011

Paraty para mim

Após cinco horas de estrada chegamos à Paraty! Era noite então puder ver várias lampadinhas pelas ruas que levemente iluminavam bandeirinhas suspensas no ar. Bastou isso para que eu entrasse em êxtase! Era, finalmente, São João! O carro foi entrando na cidade e apareceram barraquinhas! – Barraquinhas!!! deve ter milho quente! Deve ter coisa pra comprar! deve ter, deve ter, deve ter!!! E eu batia palmas e sorria e disse: estou tããão feliz! pega um pouquinho pra você!  – Alguém tem que ficar sério e mal humorado nesse carro, vc está feliz demais, assim não dá! – e rimos dessa declaração completamente verdadeira dentro de uma mentira, óbvio que ele também estava achando aquilo muuuito legal! Ou não… vai saber!

Não fotografei à noite, chegamos tarde, fomos comer e descansar pro trabalho do dia seguinte. Mas ao acordar… eu dei de cara com um céu tão azul que fechei os olhos sem conseguir olhar pra claridade! Fazia tempo que eu não sentia essa felicidade gratuita. Óculos escuros, chinelinho e a câmera sem zoom, era tudo o que eu carregava! Eu tenho necessidade de estar só em algum momento e eu gosto muito de fotografar só e sem propósito e sem dono da minha fotografia. Sou eu comigo mesma, o meu cigarro que eu não fumo.

E parti, Paraty. Ruelas, becos, barcos, e muitas, muitas bandeirinhas que me deixaram leve, que me lembraram um São João no meio do sertão da Paraíba muitoooss anos atrás, que me lembraram festa Junina em clubes de Brasília, pescaria, barraca do beijo, correio do Amor…

Em Paraty, bandeirinhas de pano! Isso eu não vou mais esquecer! Dia azul, pé no chão, vento frio, eu e a câmera.

Beijo!

Carol

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Postado em fevereiro 27th, 2011

Crônica na Revista

Saiu uma crônica minha na revista Via Festas! Abaixo a revista e depois o texto escrito. :)

Outro dia, ouvi uma noiva reclamar que o noivo não ia com ela escolher fotografia, filmagem e nem, pasmem, decoração. E fiquei pensando sobre essa relação homem/mulher no casamento. Aliás, na relação. Imediatamente surgiu uma nuvem na minha frente e a seguinte cena: os dois numa oficina mecânica e ele irritado porque ela não queria escolher o tipo de motor do carro que ia levá-la a Igreja. Meus sais! Que chatura que é oficina mecânica, loja de carro ou qualquer coisa do tipo!

Ah mas as flores… as cores! As formas! Aí sim nos interessa! Rosas, margaridas, branco, lilás. Agora imagina o noivo na frente da decoradora: Não! Hortênsias verdes nem pensar! Só quero azuis da Holanda. – Ah eu queria ver a cara da noiva desconfiada de tanta sabedoria.

O cara gosta de música? Pede pra escolher o DJ! Bebida? Escolha a carta de vinhos, whisky! Agora a mulher reclama que ele não vai a nada, mas não deixa nem de escolher a roupa dele “porque ela pode não gostar”! Pra que serve então, a opinião do noivo?

Se ele diz: faça como quiser, então, faça como quiser e não aceite um pingo de reclamação. Mas se ele quiser colaborar, veja o que mais tem a ver com ele! O cara é arquiteto, quer opinar nos móveis, na casa de festa, na Igreja, OK! Mas ele é boêmio, apesar de médico, então se meta na festa! O que não dá certo é pedir opinião de advogado, nada contra, só um exemplo, para que tipo de flor colocar no altar ou perguntar para o economista, idem, se as toalhas ficam melhores verdes ou brancas. E se ele disser “brancas”, você vai levar em consideração?

Desde antes do casamento é bem importante perceber os interesses de cada um e respeitar isso. Eu mesma não quero saber a roupa do noivo, surpresa! Eu não quero saber sobre motores de automóveis, sobre manobristas, seguranças, isso é coisa de homem! Ops! Isso é pré-conceito meu. Mas além do preconceito de gêneros, o que vem antes é o respeito às escolhas, diferenças, interesses, vontades e individualidade de cada um!

É por aí….

beijo!

Carol

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