Continuação da série de posts POR TRÁS DA FOTOGRAFIA onde pretendo contar COMO eu fiz alguma determinada imagem.
Não tenho pretensão de ensinar técnica até porque as minhas são bem simples, mas sim de escrever e contar as histórias por trás da fotografia que fiz. (ADORO CONTAR HISTÓRIAS heheheh!)
FOTO 4:
Trecho da crônica que escrevi sobre esse casamento:
“Eu admiro a Carla e o Marcos que depois de ex casamentos extremamente doloridos e falidos ficaram com pavor a se casarem de novo. Mas se casaram. “Porque eu preciso mostrar para minhas filhas que eu acredito no amor” ele disse em público durante a festa. Na véspera do casamento os dois me confessaram: estamos morrendo de medo, apavorados! A gente namora há 8 anos, mas cada um na sua casa! E o que EU, que tenho SIM PÂNICO de me casar novamente, digo para um casal desses nessas horas?? ![]()
- Carla, querida, eu também tenho pavor de me casar novamente, mas eu não posso dizer isso pra você, né? – isso a gente já rindo – mas eu não tenho pavor do AMOR e nem da CUMPLICIDADE e mais pavor do que se casar, eu tenho de NÃO TENTAR, isso é que não pode. Casa lá que eu vou estar te incentivando, eu seguro até sua mão, depois você me conta “![]()
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E eu estava ali, na sua frente, trêmula esperando ela entrar com sua mãe. Todos de branco, menos ela, quase na areia da praia. Uma ventania… quando ela vai chegando mais perto, mais perto e eu percebo que ela não chora, ela se desmancha. Daquele tamanho todo, naquela idade e por isso mesmo. Espontaneamente as pessoas começaram a bater palmas, e eu chorava, ela chorava, o Marcos a esperava chorando. Sabe aquelas horas que o lugar fica até quente de tanto amor que sai das pessoas?
Eu fotografei, mas na minha cabeça iam se passando filmes, frases e eu a olhava, chorando da alma, de emoção, pela história, pela certeza, pela delicadeza da dúvida mas que mesmo assim é preciso seguir porque… é, porque a gente tem medo, mas vai, tem medo mas vai.
Porque nos diferenciamos do ALFACE, hahahahaah, como disse uma amiga minha, porque a gente SENTE. E passar pela vida com preguiça de viver… dá preguiça. E foi aí nessa hora, todo mundo chorando, eu cheia de fotos embaçadas sem conseguir nem olhar no visor molhado, que eu vi que tem situações que parecem IRREAIS, mas EXISTEM.
ah… existem!
beijo!
Carol









